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| El Caudillo* |
| Leonel Brizola - um perfil biográfico |
FC Leite Filho
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| páginas: 544 |
preço: R$ 59,00 |
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| isbn:978-85-7217-112-0 |
formato: 16x23 |
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| Biografias |
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(Contendo 544 páginas, com 250 notas de rodapé e três galerias de fotos, a partir de farta documentação e de depoimentos de 50 testemunhos, o livro aborda o itinerário político de Leonel de Moura Brizola, desde sua militância na juventude até à morte, no Rio de Janeiro, em 2004.)
Por mais de 50 anos, Leonel Brizola sacudiu a política brasileira com um feitio ousado e desafiador.
Aos 37 anos, surpreende os Estados Unidos desapropriando uma de suas empresas, em Porto Alegre, e, aos 39, enfrenta e vence o Exército, que vetara a posse do Vice-Presidente João Goulart. Tudo a partir de sua mensagem incandescente e uma noção de estratégia só comparável aos grandes generais da história. Foi também um político de grande votação e um gestor arguto que introduziu o moderno planejamento na administração pública brasileira, quando revolucionou a educação.
Por que ele não se elegeu Presidente, em 1989, quando já tinha dado a volta por cima da cassação e do exílio de 15 anos? É o que se propõe a relatar e avaliar, nestas páginas, o repórter e analista político FC Leite Filho, que conheceu Brizola em Lisboa, dias antes da anistia, em 1979, quando com ele entabulou uma longa convivência que, nos últimos tempos, se tornou quase diária. É desta aproximação e da farta documentação que reuniu, que o autor tenta enfocar os altos e baixos do último dos grandes caudilhos sul-americanos.
Seus memoráveis confrontos com os americanos, a grande mídia, os generais e os grandes embates com Carlos Lacerda, são narrados com um sabor especial de uma época em que o debate se fazia pelas causas e não em torno dos escândalos ou dos mexericos. Igualmente, seus reveses retumbantes, como a cassação em 1964, as agruras e o frio do exílio, o desbaratamento das guerrilhas que patrocinou, a expulsão do Uruguai e as derrotas eleitorais para Presidente e depois para Vice de Lula.
Por fim, FC Leite Filho se detém na ampla escolarização que seu personagem empreendeu no Rio Grande do Sul, com a construção de mais de seis mil escolas, e no Rio de Janeiro, com a implantação dos CIEPs, as escolas integrais, de onde o aluno pobre saía de banho tomado, depois de lá passar o dia estudando, se alimentando e tendo assistência médica e dentária.
Diz o prefácio do jornalista e ex-deputado Neiva Moreira, de 90 anos, secretário-geral da Frente Parlamentar Nacionalista (1964) e um dos braços-direitos de Brizola:
“Aqui se retrata a longa e acidentada ação política e social e os pequenos e grandes fatos da vida deste brasileiro, com quem convivi por mais de 40 anos, tanto nos momentos de glória como nos de opróbrio.”
*El Caudillo – termo usado na acepção original e vigente na América Espanhola de chefe guerreiro e estadista.

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Sumário da obra para elucidação descriminada do conteúdo.
Prefácio, 9
O caudillo
I — O homem e seu meio, 17
II — A formação do caráter, 25
III — Definindo sua opção, 32
O administrador
IV — Primeira vez governador (RS), 43
V — O ponta-pé na reforma agrária, 48
VI — Onde encontrar os recursos, 57
Fotos: A ascensão, 61
O nacionalista
VII — Colocaram uma barba em mim, 63
VIII — Ocupação das multinacionais, 68
IX — Primeiro foi a Bond & Share, 76
X — O alarido da tomada da IT&T, 81
O guerreiro
XI — Levantando o sul e o Brasil, 87
XII — A força do rádio, 95
XIII — A medida da mobilização,103
XIV — Passo decisivo,108
XV — Esta rádio não será silenciada sem balas!, 120
XVI — Goiás, um espinho na garganta dos golpistas, 129
XVII — Faltou quem se declarasse golpista, 135
XVIII — O dilema do parlamentarismo, 142
O Educador
XIX — O foco na Educação, 149
XX — A escola busca a criança, 153
XXI — CIEP, a escola de tempo integral, 160
XXII — A depredação dos CIEPs , 166
XXIII — Entregando todos os CIEPs, 171
XXIV — Entendendo os CIEPs, 176
O agitador
XXV — A relação com os americanos, 183
XXVI — A guerra de papéis entre Brasília e Washington, 194
O Deputado
XXVII — Questionando Carlos Lacerda, 211
XXVIII — Sacudindo o Brasil, 220
XXIX — Marcação por toda a vida, 228
XXX — No contato dessas multidões, 236
XXXI — Na reta fi nal: o golpe ou as reformas, 241
O guerreiro batido
XXXII — Mayrink Veiga e os Grupos dos 11, 251
XXXIII — Derradeiros momentos da democracia , 258
XXXIV — O choque da realidade, 272
O exilado
XXXV — Chegada a Montevidéu, 287
XXXVI — A opção guerrilheira, 302
XXXVII — No mato, sem guerrilha, 311
XXXVIII — A vida de fazendeiro no Uruguai, 317
XXXIX — A Frente Ampla, 326
Fotos: O exílio, 332
O negociador
XL — A expulsão do Uruguai, 339
XLI — Sob a proteção dos americanos, 349
XLII — Carta de Lisboa, preparando-se para o retorno, 359
O retornado
XLIII — O Brasil que vai encontrar, 369
XLIV — PTB: Rasgando as letras mágicas, 382
XLV — Governador do Rio, primeira vez, 389
XLVI — Direitos Humanos, 396
XILVII — O jogo indireto por trás das Diretas-Já , 404
Fotos: O retorno, 415
O candidato
XLVIII — Eleição direta e candidatura em 1989, 431
XLIX — Sentia que uma mão me puxava, 443
L — Engolindo o sapo barbudo, 453
LI — 1990, Governador do RJ e relação com Collor , 460
O idealista
LII — 1994, derrota com matanças, arrastões e jogo do bicho, 467
LIII — O Outono do caudilho, 473
LIV — A economia desaba, outra vez, 480
LV — Pela renúncia de FHC, 483
LVI — A difícil relação com o PT, 486
XLVII — Confronto com a Mídia, 493
LVIII — O dia final, 509
Siglas, 521
Bibliografia, 525
Índice Onomástico, 533
Sobre o Autor, 543
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| Sobre o Autor |
| Francisco das Chagas Leite Filho, (Sobral – Ceará, 1947) reside em Brasília desde 1968. Começou no rádio, em sua cidade, aos 14 anos, e na capital, militou nos principais jornais: Correio Braziliense, Diário Popular, Estado de Minas, Jornal do Brasil, Correio do Povo, O Globo e Folha de S. Paulo. Em 1977-78, atuou como correspondente do Correio, em Londres. Conheceu Leonel Brizola quando este ainda era exilado, em Lisboa, em 1979, como enviado especial do CB. A partir daí desenvolveu intensa amizade com o líder trabalhista, tornando-se membro do Diretório Nacional e assessor na Liderança do PDT, em 1989. No final de 2007, lançou o cafenapolitica.blog.br |
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